Não sei, e estou a ser o mais sincera que posso, como estou o que é isto que estou a sentir de maneira tão intensa. Descobri com isto tudo que posso viver sem ti, ainda não sei é bem como. Os dias atropelam-se e por incrivel que pareça mesmo sem te ter aqui de carne e osso tu vives assiduamente no meu pensamento. Desde manha a noite, vinte e quatro horas por dia, longe ou perto. Ainda vivo por ti, mas já não para ti. Em todas as conversas que temos, porque sim é inevitavel para ambos falar-mos um com o outro, surge mais duvidas, cria-se mais magoa ate porque eu estou verdadeiramente magoada contigo desde o dia que resolves-te virar as costas e deixares tudo para traz. Não se pode entregar tudo mas tudo a uma pessoa mais que uma vez, ate porque quando entregamos tudo a segunda já não vem tudo, vem muita coisa muito destruida, metade ficou no caminho e outra metade ficou com quem teve o prazer de estriar e provar as coisas todas de raiz, de verdade, sem mascaras, com inocencia, sem cicatrizes, com medo. Eu já te entreguei tudo, foste o primeiro de verdade, foste o homem das descobertas, foste o sortudo das entregas, foste e vais ser sempre. Posso ate tentar, fazer tudo de novo, com as mascaras com as cicatrizes mas tu vais sempre ser TU. Sei melhor que ninguem que nunca me quises-te magoar, e conheço-te melhor que qualquer pessoa, mas nós ou estamos juntos ou de costas voltadas. Não conseguimos arranjar meio termo, porque secalhar não há mesmo meio terno na nossa cumplicidade. "Se não teve um final feliz é porque ainda não acabou", sim temos mesmo de ter um final feliz para acabarmos com toda esta historia. E no final feliz podemos ficar juntos, como podemos simplesmente por mos um ponto final aos sentimentos e conseguirmos arranjar uma maneira de não sofrer de costas voltadas... Mas isso só o futuro o dirá, e desse eu tenho muito medo
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