"Aquilo que é realmente nosso nunca se vai para sempre"

domingo, 2 de janeiro de 2011

Uma velha irmandade

Desta vez não é sobre ele, nem para ele que escrevo. Desta vez quero escrever para ti. Ontem adormeci a pensar na nossa amizade, alias na nossa velha amizade. Será que de vez em quando tambem fazes o mesmo. Eu nunca consegui aceitar bem aquilo que me fizes-te mesmo que aches que não foi nada, a minha propria humanidade não consegue ver isso dessa maneira, não consegue entender isso dessa maneira. Tu para mim eras uma irmã, podes ter a certeza que eras! Mas se calhar eu nunca o fui para ti, senão acreditavas em mim mesmo achando que eu não tinha razão, sempre e independentemente do que te passa-se pela cabeça, e não o fizes-te mais do que uma vez. Se calhar foi isso se calhar tu não me davas o valor que eu te dava a ti, que não admitia que falassem de ti na minha presença que abdiquei e te pus a frente de muita coisa. Podes pensar que sim mas eu não me esqueço de nada e secalhar o problema é mesmo esse não consigo ultrapassar aquilo que para ti deve ser uma patétisse porque não me esqueço. Mas tambem me lembro de todas as nossas coisas, dos nossos dias, das nossas semanas, das nossas tardes atribuladas, das nossas noites infindaveis, da nossa cumplicidade unica, das madrugadas em que aparcias em minha casa de repente, das nossas historias, das nossas pizzas, das noites em tua casa, nos caminhos da praça a tua casa da tua casa a praça, dos nossos segredos, das nossas noites sem destino, das noites em tua casa, das nossas festas, das nossas bebedeiras, dos nossos jantares, dos nossos bailes. Olha muito sinceramente eu lembro-me de tudo por muito que te custe acreditar. Eu lembro me de ti todos os dias, mas pronto a nossa amizade acabou por minha causa por eu não conseguir por te a frente daquilo? se calhar é isso mas acabou. Tudo tem um fim, embora eu ache que se não teve um final feliz é porque ainda não acabou. Eu conheço-te muito bem, melhor que julgas, e quero que sinceramente sejas muito feliz! eu nunca me esqueci ou vou esquecer de ti, apenas não consigo.    Vês não falei no teu nome e tu sabes que é para ti velha irmã

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